1.6.19

rosas bastantes


Não há rosas bastantes para encher um poema porque o poema  está cheio
de uma seiva pura
com a pressa da paixão
pela boca fresca do amado

Não há palavras que digam o que um poema de amor produz na áurea das rosas,
quando lido e suavemente guardado no coração, para ler mais tarde

Não há versos nem rima que acertem o diapasão que se sente dentro pela espera
do outro, do seu olhar luzente e inclinado

Mas há num só poema paixão bastante para conter todos os poemas com sabor a rosas 
vindas do amado

E esse poema a outros, talvez, a nada sabe
está apenas demasiadamente embriagado

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