15.10.21
Não quero a redenção nem a abnegação, tão pouco a renúncia, nem resiliência nenhuma. Agora é tempo de parar na subida e respirar no corpo das flores, no profundo azul de qualquer manhã. Não, não quero mais nada. Construí-me sujeito simples e lutador. Perdi batalhas demais com os outros. Agora, sozinha, só as perco comigo mesma. E piso as flores para fazer o vinho inebriante das paixões que já se foram.
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