Os dias acobertam um velado sentido que não sei reconhecer. Existo, cumpro, compartilho, mas apenas toco levemente na superfície das coisas. Não sei se te amo por amar ou se por te amar te amo. Estás na mesma dimensão do vento e das coisas intocáveis. Tenho a certeza de que o inverno já está a acabar, ou então teríamos tiritado na mesma manta em noites longuíssimas, raras noites surpreeendentes, com o mesmo temor primevo das cavernas nuas. Prometo voltar a amar-te entre essas luzes mistas de tochas toscas bruxeleantes, em breve, antes que o Inverno nos deixe. Prometo continuar a ser a tua admiradora, amante e talvez amada, obscura costureirinha de olhar opaco, na cristalização matinal. Nestes dias lamacentos em que o tempo é uma capa que arrastamos pelos lugares, prometo olhar-te.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Recentemente...
Idos de setembro e não de março
tarde de blues e belas chamas de sol, som e serenidade na pauta do terraço, nos idos de setembro e não de março deixamos o corpo seguir nas ...
Mensagens populares neste blogue
-
A noite é linho e luz até chegar a madrugada. Apenas estás lá. Não sabes nada. No leito flutuam flores de seda álgidas. Por onde anda a tua ...
-
Na vida, o único sentido é o amor, o mais fértil dos sentidos é mesmo o amor, desculpa, passei toda a minha vida a dizer-te que só amando mo...
-
No meu estendal pesam as dores, pesam os mistérios e algumas roupas velhas molham as flores, Pesos que agora me pesam mais do que já pesaram...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio