Agora ou ontem, logo hoje, apenas amanhã, um dia, a oeste da vida, ou dentro dela, mergulhamos juntos, sei lá, na mesma água, no mesmo mundo cristalino, fundeamos o barco num porto ameno, oramos aos deuses insidiosos e, de antanho, obrigamos o futuro a recuar para dentro, para dentro, até à infinitezinal substância que nos criou. Banhamos o coração juntos, poderíamos nascer ambos para esta teia tumultuosa, onde a presa é o predador. Agora ou ontem, logo hoje, apenas amanhã, um dia, a oeste da vida, ou dentro dela, o amor tem de continuar a ser. Será.
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