1.12.22

Intermitência

O que sei eu que seja certo conhecimento, postulado universal? De mim vou sabendo novas que o corpo me dá, na imprecisão da memória que se despede devagar. Na intermitência da chuva. No mar.

De ti vou sabendo o que o coração me diz. Na intermitência do silêncio.  Nunca soube mais do que os ventos e poeiras que levantas ao passar.

Sempre bastou o que basta, a tua voz, na intermitência do luar, o teu longíquo, presentíssimo pulsar. 

Que sei eu do que virá? Para mim, a paz. Para ti, a digna dávida que serás.


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