17.1.23

A riqueza dos pobres

O vento morde as janelas que não são duplas, rasa as existências que não são duplas, gela os corpos ao relento, atinge os gatos e cães sem pouso, é isso que faz o vento

Não podemos mudar o sentido e força do vento mas sabemos, concretamente, que a única riqueza dos pobres 
é o abrigo, o doce recolhimento de um corpo junto a outro recolhido.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixa aqui um lírio

Recentemente...

Natércia

Se Natércia eu fora e tu poeta que és me desejasses, virias com olhos febris, espada e a pena aparelhadas, para me abrires caminhos, onde p...

Mensagens populares neste blogue