Eu não faço poemas, dispo o corpo entre as palavras, derramo o amor, a alma
Seca a garganta e a fala, aliso-me para dormir, como lençol na corrente friática que rompe a madrugada
Às vezes sonho contigo e é aí que o poema se grava.
Já há várias noites em que o céu ruge em explosões de energia contida. Trovoadas espanholas, secas, daquelas que nos inquietam e nos prolong...
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