Escrevo e descrevo o silêncio sem saber fixá-lo numa tela, num padrão de flores, na copa de uma árvore, no copo vazio da solidão, ou onde seja. Sei o silêncio e sei a sua fuga, uma combinação de formas agudas no pensamento, o horizonte intenso que não muda. Depois liberto o silêncio para fora de mim e plagio a sua essência num luminoso piano, numa faca sobre a pele e vejo que o silêncio é o instante entre a vida e a morte, o salto mais elevado para o amor, sim, chamar-te, meu amor, e tropeçar nos teus olhos quentes isso é o silêncio.
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