29.10.21

Por fim

E, por fim, voltamos ao início, a água, o charco original da vida, a caverna obscura, a luz perdida

E, por fim, o círculo interno da paixão esquecida, o mistério renovado, a evasão, o rasto limpo da mão estendida

E, por fim, tudo se idealiza, na caverna onde as ideias são reais e as sombras vestem vida

E, por fim, a bruma esvanecida e as aves num céu de chuva, recolhidas, erguem os olhos além a ver a vida

Mas, por fim, a vida é dentro, no coração pequeno, frágil, estremecido, enquanto a chuva bate e verte lágrimas antigas



Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixa aqui um lírio

Recentemente...

Ponto celeste

Eu sei que permaneces em lugares onde o hemisfério oposto expõe a sua belíssima flora constelar Nunca vi os céus desse hemisfério, onde tu v...

Mensagens populares neste blogue