Creio nas sagradas chamas da paz, flâmulas de contemplação, chamas de puro amor
Creio que o amor cresce como o trigo e a vida é pontualmente viçosa em cada estio
Creio que a morte é como as cinzas do lumeiro, sempre ardeu e arderá, enquanto houver braseiro
Creio em mim, como admiro as ervas que rompem o betão
Creio em ti como nas horas avançadas da noite, que crescem fundas na solidão
Creio nela sobretudo, nessa oração silenciosa de quem se reúne consigo e sozinho limpa devagar o que resta do seu mundo
De resto, creio em Deus e Jesus Cristo, Os que carregam a cruz de cada um, o gesto maior e mais profundo
Que eu recuso, sou só, carrego a minha luz e bebo do meu cálice a raíz do amor. Se amor vier, bebemo-lo juntos. Creio qie sim